Tema 2 Exercício da Profissão

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Arq. Tiago Mota (presidente da mesa)

Arq. Tiago Pinhal Costa (secretário)
Arq. João Fagulha (relator)
Arq. André Tavares
Arq. Bárbara Silva
Arq. Diogo Aguiar
Arq. Emanuel Romão
Arq. Francisco Freitas
Arq. Lucinda Correia
Arq. Luís Santiago Baptista (oradores convidados)
Arq. Sara Biscaya / Arq. José Carlos Trindade / Arq. Alexandre Marques Pereira / Arq. Fernando Bagulho (comunicações)

Vale sempre a pena lembrar que a arquitetura é uma profissão com profundas raízes ancestrais.
Talvez por isso se deva considerar com especial atenção a extraordinária capacidade de adaptação e versatilidade dos seus profissionais – os arquitetos.
A complexidade e o crescente conjunto de saberes interdisciplinares, que historicamente têm alimentado a disciplina, marcam, naturalmente, o nível primordial de importância, responsabilidade e a necessidade da profissão no seio da sociedade e na definição do território.
Hoje, ser arquitecto significa estar presente na construção de uma narrativa complexa, simbólica e abrangente, acerca da organização e sistematização de saberes técnicos e científicos acerca do habitar, assim como da transformação genérica de espaço, cultura, património e paisagem.
Em Novas formas do exercício da profissão, o segundo subtema do 13º Congresso da Ordem dos Arquitectos, propomos uma leitura crítica e ampla sobre o papel do arquiteto, sua evolução e sentido de atuação, até aos dias de hoje,  através de um conjunto de questões, como sejam:
Qual a pertinência e futuro da profissão? Em que áreas ou temáticas ainda é possível intervir?
A internacionalização é a única saída? Onde posso exercer a minha profissão?
Como posso evitar concorrer diretamente com os meus colegas?
Faz algum sentido falar-se em empreendedorismo, inovação, ou criatividade em arquitetura? Como posso potenciar e diversificar a minha oferta de serviços?
Entre muitas outras questões que iremos trazer a discussão.
O tema será desenvolvido em quatro partes: 1. Enquadramento Crítico; 2. Análise e interpretação de dados estatísticos; 3. Apresentações de convidados; 4. Abertura de discussão.

Tiago Mota

 

O Embrulho do Invólucro
Fernando Bagulho

Que pensaríamos nós do valor de uma mercadoria, de produção artesanal, de expressão artística ou de valor científico, na qual o embrulho se tornara protagonista mais importante do que o objecto produzido, confundindo-se de tal forma com ele, que a ele se sobrepunha e dominava. Admita-se então que este fenómeno esteja a acontecer no domínio da Arquitectura que, em si própria, já constitui um invólucro da vida das pessoas, ou seja, como se ao comprarmos um par de sapatos que vemos na montra, em vez de entrar na loja para os experimentar e interpretar os sinais de conforto que o pé emite em relação ao invólucro – o sapato – trocarmos essa experiência sensorial da prova pela apreciação visual do embrulho, levando os sapatos sem os calçar.

Exercício da profissão

Sara Biscaya

A indústria da construção no mundo globalizado alterou-se. Existe um reconhecimento de que é necessário tornar o processo mais eficiente nomeadamente no que diz respeito à informação gerada no decorrer de qualquer projecto, independentemente do seu tipo ou tamanho.

Exercício da profissão
José Carlos Trindade

Caros Colegas
1.      Como é sabido o Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação vulgo RJUE estabelece duas modalidades de controlo administrativo: comunicação prévia ou licenciamento.
2.      Esta distinção, ao invés de simplificar dificulta e penaliza os cidadãos e os técnicos.

Arquitectura e Impasse
Alexandre Marques Pereira

Ele há uma simples máxima popular, a que perdi o rasto da origem, que tento não esquecer, nas grandes e pequenas decisões, nos projectos, na vida e no dia-a-dia. Que diz mais ou menos isto: “O que de facto mais importa, não é o que nos acontece, mas antes como reagimos ao que nos acontece”.

Exercício da Profissão
Fernando Bagulho

Sem dúvida que poderemos situar o exercício do ofício entre os mais antigos da humanidade e talvez o último a perder o carácter humanista (Humberto Eco). Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mudam-se os instrumentos, mudam-se as ferramentas mas, em tudo o que é essencial e estruturante no exercício da profissão, pouco se alterou, desde os primórdios
da separação da arquitectura como logotécnica em corpo autónomo, fruto da divisão do trabalho nas sociedades mais evoluídas (antes, todos se dedicam a construir casas) até ao presente. Projectamos para “o homem que, não é apenas um ser situado; ainda e mais que tudo homem é um ser em projecto, um ser empenhado… o que implica considerar o homem na sua totalidade humana” (Vítor Figueiredo – Memória Descritiva, casa em S. João do Estoril, in “Fragmentos de um Discurso” Circo de Ideias, Lisboa 2012).