Moção de Orientação Estratégica do 13º Congresso dos Arquitectos

0 I PREÂMBULO
O 13º Congresso dos Arquitectos realiza-se num dos momentos mais incertos e numa das conjunturas mais difíceis de que há memória recente em Portugal.
Nos últimos anos, as consequências da crise internacional e nacional atingiram duramente a profissão de arquitecto no nosso País, provocando-lhe profunda alteração, desestabilização e desagregação, após mais de duas décadas de grande expansão e concretização.
De facto, desde finais dos anos setenta até meados da primeira década deste século, Portugal conheceu crescente investimento público e privado num amplo e diverso conjunto de intervenções, ampliando a experiência dos arquitectos em inúmeros domínios profissionais.
Encontramo-nos hoje perante uma profissão fortemente habilitada, capacitada e reconhecida, mas confrontada com um País assolado por uma trágica situação, sem fim à vista. O investimento público e privado praticamente imobilizados, e a consequente implosão do sector da construção e do imobiliário, resultaram na escassez generalizada de encomenda e de oportunidades para os arquitectos e profissões afins.
Esta situação tem gerado a progressiva ruptura das estruturas de produção e acentuado a dificuldade de acesso ao trabalho, implicando buscá-lo noutras áreas profissionais, bem como um pouco por todo o mundo.
A nossa profissão encontra-se assim, mais do que nunca, compelida a procurar oportunidades à escala da sua dimensão e conhecimentos, designadamente junto de países que apresentam maiores índices de crescimento.
Tal situação tem implicado a saída de arquitectos para fora de Portugal numa escala e continuidade nunca antes vistas, bem como a redefinição do espectro da sua acção e da prestação dos seus serviços.
Em muitos casos, esta realidade tem sido porventura facilitada pelo reconhecimento internacional da arquitectura portuguesa, seja pelo mérito próprio de muitos dos seus autores, seja pela qualidade de obras realizadas nas últimas duas décadas por todo o País, ilustrando a qualidade dos serviços que, no todo, somos capazes de prestar.

(ler a Moção completa, em baixo)

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